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A Física do Mercado

A física procura e tem conseguido ao longo dos séculos equacionar diversos aspectos naturais. Não é surpresa, portanto, a existência de pesquisas que visam explicar a dinâmica do mercado financeiro através de teorias matemáticas e com analogias às leis que regem os fenômenos do universo.


Neste artigo, apresentamos algumas situações do cotidiano da análise técnica sob o ponto de vista dos preceitos da física do mercado. A intenção deste texto não é descrever detalhadamente todos os conceitos, mas sim apresentar uma visão geral desta interessante maneira de explicar os padrões e movimentos dos ativos.


A Inércia nos gráficos


Um corpo em movimento tende a manter-se em movimento. Imagine uma tendência de baixa, os preços vêm oscilando e dia após dia fazendo fundos e topos mais baixos. Contudo, nada cai ou sobe para sempre, eventualmente a força baixista de nosso exemplo começa a diminuir e força compradora surge no sentido oposto.


Durante essa fase inicial da nova tendência a volatilidade aumenta, mas a inércia tende a desacelerar a movimentação dos preços. O resultado é uma série de acumulações e movimentos laterais que se manifestam enquanto o ativo tenta livrar-se da influência da tendência anterior. Quando o efeito da inércia é finalmente vencido, o rally está pronto para acelerar.


O analista técnico conhece esse fenômeno. No gráfico abaixo (30 min do IBOVESPA), após a queda, os preços lutam para vencer a inércia e testam diversas vezes a parte superior de uma zona de congestão. Quando essa região de resistência é finalmente vencida os preços estão livres da inércia para finalmente iniciar a alta.Muitos analistas posicionam uma ordem de entrada ligeiramente acima da zona de congestão quando observam essa formação.



Retroalimentação


Muitas vezes um movimento de preços parece que não vai parar mais. Sob a ótica da física dos mercados este é um processo de retroalimentação, uma vez que conforme os preços sobem ou descem existe a entrada de energia nova, representada pelos compradores/vendedores que estavam de fora e decidiram aproveitar o movimento.


Para que ocorra a reversão existe a necessidade de uma força oposta externa, maior do que a força que movimenta a tendência.


Centro de Gravidade


Artigos e livros específicos sobre física dos mercados mencionam o centro de gravidade de cada ativo. O centro de gravidade seria um intervalo de preços com a capacidade de exercer uma espécie de atração gravitacional, ou seja, os preços teriam dificuldade de se afastar dele.


Os analistas técnicos podem medir e se aproveitar dessa força através de bandas de bollinger, sabendo que quando os preços tocam em um das extremidades das bandas estão razoavelmente afastados de sua zona de gravidade. Uma outra maneira é utilizando envelopes (determinado desvio padrão ou percentual de distância de uma média móvel) como no exemplo abaixo.



Neste gráfico diário da Acesita (ACES4) vemos um envelope configurado para ser plotado a uma distância de 16% de uma média móvel exponencial de 26 períodos. Note que conforme os preços se afastam da média móvel e tocam no envelope eles tendem a retornar prontamente para a região da média.


Uma outra ferramenta que visa identificar áreas de equilíbrio (centros de gravidade) é a regressão linear, técnica que será discutida em outro artigo.


Os conceitos apresentados são apenas um pequeno exemplo de aspectos físicos cuja aplicabilidade está sendo investigada em mais detalhes. Entretanto, é inegável a influência das leis naturais no sobe e desce dos gráficos e fascinante a maneira como as novas descobertas interagem com a análise técnica.


Ótimos negócios!


Equipe Nelogica.




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